sábado, 1 de julho de 2017

Esta coisa dos finalistas. E das festas com lágrimas.

Trabalhando com uma população muito jovem, posso dizer que quando chega à fase da adolescência, há dias em que os apetece mandar janela fora. Eles são muito fofinhos, mas na hora de estudar, não é fácil. Os pais querem resultados, mas eles estão mais interessados no telemóvel, nos (as) namorados(as) e na conversa.

Ontem foi a festa de final de ano do meu local de trabalho. Os finalistas do 9º ano tinham uma surpresa reservada para nós, professoras: um vídeo muito bem feito (tendo em conta os 14, 15 anos deles) e foi inevitável as lágrimas. Foram meus alunos no 5º e 6º ano e depois transitaram para a sala da minha colega mas acompanhá-los durante 5 anos, diariamente, faz-nos sentir que apesar das dores de cabeça que nos dão, reconhecem o carinho que temos por eles e vice-versa.


Há dias difíceis, em que eles nos testem ao máximo, mas dizem que faz parte da idade. Respondem-nos torto, têm a mania que sabem tudo. Mas depois há momentos como os de ontem, em que vemos fotos de há 5 anos atrás, em que eles eram pequenitos e gorduchos e agora estão homens e mulheres feitas. Tenho uma filha cá em casa, mas posso dizer que guardo no coração alguns dos “grandes meninos” que tenho no trabalho. 

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